Escolas preparadas

Vivemos um momento de globalização. Fatores como tempo de resposta, transparência, ética e segurança das informações são cada vez mais exigidos e, consequentemente, mais valorizados. Trata-se de um movimento sem volta. Constatada a evolução tecnológica como permanente, o mercado deve adaptar-se o mais rapidamente possível, a fim de não correr o risco de se tornar ultra- passado.
O processo de adaptação às novas alternativas tecnológicas deve ser adotado com muita cautela. A mitigação dos riscos, principalmente em ambientes empresariais e entidades de ensino, exige esse cuidado, pois as informações têm valor inestimável e podem decidir o futuro do empreendimento.
Diante deste novo panorama, a escolas estão dedicando cada vez mais tempo à pesquisa de novas formas de ensino, com o intuito de aproximar professores e alunos do uso da tecnologia, de modo que se tire o maior proveito possível.

Pesquisas já apontam que o ensino aliado à tecnologia é um fator de produtividade e rentabilidade, desde que adotado de forma segura, ética e respeitando a legislação vigente.
Algumas corporações de grande porte já iniciaram um movimento de pesquisa e avaliação dos fatores relacionados a essa nova realidade, como segurança dos dados, responsabilidade civil dos dirigentes, preservação da marca, cuidados com a guarda de provas, análise dos riscos e revisão dos contratos trabalhistas. Revisar a gestão dos bens corporativos é outra exigência de clientes e acionistas.

Fazem parte desse rol a marca, os processos de produção e as ações de marketing, além da criação de novos meios de coleta de informações dos clientes por meio de redes sociais.
Analisando-se os fatores-chave de sucesso ou não das empresas, percebe-se o valor da elaboração e manutenção de contratos blindados com parceiros, colaboradores, clientes, professores, alunos e fornecedores, em consonância com as ferramentas atuais disponíveis.
Todas essas medidas, desde que adotadas e bem implementadas, trazem enormes benefícios ao desenvolvimento pleno e seguro dos negócios. Elas proporcionam, sem dúvida, resultados com custos ajustados ao mercado, excelente qualidade e confiabilidade, com prazos e riscos muito bem planejados e factíveis.
Dessa união entre mercados mundiais e interesses comerciais, surgem empresas e escolas atualizadas. Vivemos um momento de globaização. Fatores como tempo de resposta, transparência, ética e segurança das informações são cada vez mais exigidos e, consequentemente, mais valorizados. Trata-se de um movimento sem volta e a evolução tecnológica se torna permanente, devendo o mercado adaptar-se o mais rapidamente possível, a fim de não correr o risco de se tornar ultrapassado.
O processo de adaptação às novas alternativas tecnológicas deve ser adotado com muita cautela. A mitigação dos riscos, principalmente em ambientes empresariais e entidades de ensino, exige esse cuidado, pois as informações têm valor inestimável e podem decidir o futuro glorioso ou não do empreendimento.
Deparamo-nos com escolas que já investiram grandes somas em equipamentos, servidores, redes, firewalls, softwares, licenças e demais necessidades, para conseguirem atender às demandas no tempo e com a qualidade dese- jados pelos seus clientes e pactuados pelos contratos.
A grande maioria não consegue garantir a segurança jurídica das informações e pela falta de conhecimento, acaba contratando fornecedores despreparados que colocam em em risco seus produtos e serviços. Além disso, notam-se dificuldades para exigir os níveis de serviço contratados, com os prazos e qualidade esperados.
Percebemos que ainda falta orientação sobre como proceder para atingir o nível de blindagem jurídica de seu e-business, tratar a privacidade nos e-mails corporativos e resolver problemas como desvios de informações confidenciais e uso de marcas e patentes sem autorização. Essas empresas não estabelecem limites de monitoração dos dados e e-mails, entre outros meios de comunicação e não conseguem implantar regras para uma política de uso de menos papel (paperless).
Costumamos ouvir que o meio digital é um ambiente sem leis, mas não podemos nos furtar de esclarecer que o conjunto norma– sanção é tão necessário no mundo digital quanto no real. Existem maneiras adequadas de se preparar o terreno antes de se deparar com um incidente gerado pelo uso da tecnologia, assim como para guarda e manutenção de provas, seguindo as novas legislações específicas.
Apesar de uma crescente preocupação quanto ao tema, poucas organizações conseguem se convencer, ou mesmo provisionar recursos, para investir em uma análise de suas políticas com visão jurídica apurada e preventiva. Normalmente acionam escritórios especializados somente quando se deparam com problemas sobre os quais não há mais tempo para solução. Assim, os gastos acabam sendo maiores do que deveriam.
Toda organização escolar tem características próprias que devem estar adequadas às legislações, cabendo a inserção de vacinas legais, melhores práticas e normas do uso da tecnologia a cada caso.
Um caminho que sempre apresenta resultados positivos é oferecer aos colaboradores, pro- fessores, alunos e gestores treinamentos atualizados sobre assuntos que se encaixem nas necessidades da organização, além de estabelecer períodos de reciclagem para que esses temas não caiam no esquecimento. Uma vez que as informações sejam divulgadas em contratos, cartilhas ou mesmo trei- namentos, não se pode mais admitir alegações de desconhecimento de determinada lei ou regra estabelecida na empresa.
Atualmente os departamentos jurídicos das empresas e entidades de ensino já são favoráveis à contratação de advogados digitais, por entenderem que não conhecem tecnologia suficiente- mente para elaborar acordos e contratos, além de processos de compra seguros e blindados aos possíveis riscos oriundos do uso da nova tecnologia e existe a satisfação dos responsáveis pelas áreas tecnológicas quando se deparam com advogados que entendem de tecnologia e con- seguem ajudá-los no planejamento, prevenção e implementação de novos projetos é muito clara, pois passam a compartilhar seus receios e desejos com mais fundamentação e assertividade.
Vivemos uma nova realidade e não podemos mais fingir que estamos protegidos. Muitas orga- nizações de grande porte não divulgam os problemas que já enfrentaram, pois precisam preser- var sua imagem no mercado e os ativos inatangíveis do seu negócio.
Quanto mais os usuários de tecnologia se cercarem de profissionais conscientes, comprometi- dos e alinhados com seu negócio, mais seguros se sentirão neste mercado ávido pelo conhecimento. Quando todos os professores aprenderem a extrair o máximo das novas tecnologias, seus alunos irão admirá-los muito mais e serão mais dedicados ao ensino.
Hélio Augusto Camargo de Abreu é advogado especialista em Direito Digital, com formação em Administração de Empresas pela UFPR. Atua há mais de 30 anos na área de Tecnologia da Informação, é palestrante em empresas e entidades de classes e de ensino.

Hélio Augusto Camargo de Abreu